Agenda 2017 com dicas

Já sente falta de ir provar vinhos, conhecer novos produtores e de falar com Enólogos num evento vínico? Pois prepare-se pois eles estão aí de novo.

Para uma actualização semanal recomendo vivamente seguir a página do Facebook – Blascowinefan, do enófilo Fernando Blasco Lopes.

Como sou sua amiga resumo aqui aqueles eventos que não pode mesmo perder. Vá começando a preencher a sua agenda dos próximos dois meses, eu vou estar por lá.

  • 23 a 26 de Fevereiro – Essência do Vinho, a principal experiência de vinho no Porto
  • 24 e 25 Fevereiro – Simplesmente Vinho com petiscos, arte e música também no Porto
  • 2 Março – Curso de Vinhos pela sommelier Teresa Gomes (moi!) em Lisboa (mais informações aqui)
  • 10 a 12 Março – Porto Extravaganza, imperdíveis provas de Vinhos do Porto em Sintra

 

Recomendações para desfrutar do evento
Relembro que quando vai a um evento de vinhos deve evitar pôr perfume e deve fazer um almoço ligeiro para os seus sentidos estarem em alerta prontos a captar todas as nuances dos vinhos em prova. Não se esqueça de levar uma garrafa de água mineral e algumas bolachas de água e sal para ir bebendo/comendo entre provas, pois nem sempre há disponíveis. Se chegar ao evento ao final da tarde e este estender-se pela noite a dentro, faça um pequeno lanche para conseguir aguentar a hora do jantar sem comer.

Evite usar camisas, t-shirts ou qualquer roupa de cor branca, ou clara, por causa dos salpicos ou nódoas de vinho.

Recorrendo ao velho caderninho ou através de alguma aplicação móvel, tome nota dos vinhos que provou ou que mais gostou. Aponte a marca, o produtor e a região, muito importante também o ano de colheita do vinho provado.
Alguns eventos disponibilizam um catalogo com os produtores presentes, é uma óptima ferramenta para notas de prova.

 

Para as senhoras
Às senhoras recomendo levarem calçado confortável, álcool e saltos altos raramente combinam e alguns dos eventos são ao ar livre (relva). Mais uma vez, nesse dia nada de perfume e atenção a cremes de rosto e maquilhagem, alguns contêm bastante perfume também. Antes de provar, de preferência retirem o baton e sobretudo se tiverem posto lip-gloss. Não só o copo fica sujo como pode alterar a percepção da prova.

Ordem de prova

Tente sempre que possível começar nos vinhos Brancos, só depois ir provar os Tintos. Os vinhos doces, sempre no final.
Quando o evento é focado em uma ou mais regiões, comece de preferência nas regiões/áreas mais frias ou de clima temperado e depois siga para as regiões/áreas mais quentes porque o clima afecta as maturações das uvas (açúcar/acidez) logo o vinho. Seguindo a dica do litoral para o interior e de Norte para Sul não vai falhar muito.
Use os Espumantes Naturais e os vinhos Rosé, habitualmente em menor presença nestes eventos para fazer “reset” na sua boca e “acordar” as papilas gustativas, mas atenção à doçura destes vinhos! Evite-os, se doces, até ao final.

E o mais importante,  cuspa o vinho, se não o fizer passado uns 8 ou 10 vinhos provados todos vão saber ao mesmo e o efeito negativo do álcool no seu corpo vai-se sentir rapidamente.    
Por ultimo, se tem pouco tempo disponível e já sabe de antemão que não vai conseguir visitar todos os stands, tente saber quais os produtores que vão estar presentes no evento, quais os outros eventos que vão acontecer brevemente e ainda em sua casa faço um plano de “ataque”. Boas provas e vemo-nos por aí.

A acidez nos vinhos

Certamente já leu numa crítica de vinhos (nota de prova) ou até mesmo no contra-rótulo de uma garrafa de vinho que ele é fresco ou refrescante, crocante, acídulo, vivo.
Mas o vinho pode ser tudo isto? Pergunta você. E se eu lhe disser que estas palavras são todas elas adjectivos que nos dizem que o vinho em questão tem uma boa acidez. E esta ein?!

 

A acidez é como costumo dizer o esqueleto do vinho, sem ela, ele não teria suporte, seria como gelatina. A acidez dá-lhe forma, sabor, frescura e humor. Define o seu carácter, para além de lhe dar longevidade.

Durante uma degustação de vinhos vamos pressentir a acidez através das papilas gustativas laterais da nossa língua, afinal a acidez é um dos sabores básicos, juntamente com o doce, salgado e amargo.

Enquanto que alguns vinhos parecem-nos muito acídulos, transmitindo sensações desagradáveis quando os provamos; outros podem parecer demasiado planos, chatos, outros ainda deixam sensações de frescura e elegância bem agradáveis.

 

Durante a prova

Um vinho com uma acidez adequada estimula a salivação, refresca o palato e a concentração do provador, pelo contrário um vinho extremamente acidulo agride o palato. O equilíbrio num vinho é pois uma questão fundamental.

Dizer que um vinho tem uma acidez equilibrada é algo relativo. Depende em primeiro lugar do grau alcoólico do vinho em questão. Juntamente com o açúcar residual, o álcool têm um papel apaziguador, pois diminuem as sensações de acidez, bem como de adstringência (taninos).

Lembre-se da pitada de açúcar no molho de tomate.

A acidez está para os vinhos Brancos como os taninos estão para os Tintos. A acidez é o cerne de um Branco pois dá-lhe frescura, personalidade e prolonga-lhe o final de boca.

Sendo que todas as frutas tem ácidos, as uvas não são diferentes. Sobre o nível de acidez presente num vinho vai depender do tipo da casta, da região (clima mais frio), quando foi vindimada (mais cedo) e qual o método de vinificação escolhido.

 

Brancos vs. Tintos

Acredito que é importante o vinho ter uma boa acidez, pois ela vai acentuar o sabor, o que dará personalidade, revelando o potencial degustativo e dando maior qualidade e firmeza ao vinho, bem como prazer de prova.

Contudo a percepção da acidez entre um vinho Branco e um Tinto é distinta. Enquanto que no Branco oferece sobretudo frescura, quando presente num vinho Tinto, a acidez dá igualmente elegância ao vinho tornando-o gastronómico.

 

Duas dicas:

  1. Deve escolher os vinhos Brancos mais acídulos para o momento do aperitivo, pois vão promover a salivação “ficar com água na boca” e estimular o estomago abrindo o apetite;
  2. Quando perante um vinho Tinto com boa acidez, escolha um prato “gordo” na proteína ou molho, outra opção são os pratos com molhos mais ácidos, como o de tomate. 

 

E a terminar, também muito importante, a temperatura a que você vai beber o vinho. Quanto mais fresco, mais a acidez estará em evidência ou, pelo contrário, mais discreta se o vinho for servido a uma temperatura mais elevada. Daqui a absoluta necessidade de se servirem os vinhos à temperatura aconselhada, seja Verão ou Inverno.

(adaptado do texto publicado em Setembro de 2014 em Out Of The Bottle)

Levar vinho para a casa dos amigos

Recebe um convite para ir jantar a casa de uns amigos, pensa cuidadosamente no vinho a levar, reflecte se não será já uma boa altura para abrir aquela garrafa que comprou durante as férias de há quatro anos e que lhe trás boas recordações, vai ao tal jantar e o vinho acaba por passar totalmente despercebido à refeição. O que pode fazer para reduzir as hipóteses disto voltar a acontecer-lhe?

Enquanto eu e você temos uma relação de love affair com o vinho, se nesse jantar não há uma quase totalidade de pessoas em sintonia consigo, não leve um vinho que guarda há vários anos e com o qual tem uma relação sentimental. Vinhos especiais como esse são para partilhar em grupos restritos, com a mesma motivação e conhecimento vínico que o seu e nunca em momentos como aniversários, casamentos e Natal, por exemplo. É duro dizer isto, mas é a verdade.

Como o Sommelier não deve sugerir o vinho ao cliente com base exclusivamente no seu gosto pessoal ou disposição do momento, mas sim, deve avaliar a ocasião e o género de pessoas que tem à sua frente, o mesmo deve fazer você. Por isso o truque é ponderar na ocasião e em quem vai beber o seu vinho. Se abrir uma garrafa de um vinho excepcional para um grupo desinteressado vai sentir-se fracassado e pode até começar a duvidar dos seus conhecimentos e preferências vínicas, ou da qualidade do vinho.

É um jantar formal sentado, ou informal com petiscos, se calhar até vai ser no pátio. Quantas pessoas vão e quem são, conhece-as? Têm conhecimento em vinhos ou são apenas interessados? Entretanto, não se esqueça que uma garrafa dá quanto muito para servir sete copos, habitualmente apenas 5. Que tipo de vinhos é que o anfitrião costuma servir? Não será de bom tom levar uma garrafa de vinho de um preço muito mais elevado.

 

Enquanto pensa nas respostas aqui ficam cinco sugestões para o seu vinho brilhar no próximo jantar em casa dos amigos.

  1. Surpreenda com um vinho diferente

Arrisque, leve um vinho diferente, um Espumante Natural ou um vinho Rosé. Porque não um vinho do Porto ou Madeira para o final da refeição?

  1. Leve uma Magnum

Não me refiro à arma mas sim à garrafa de 1,5 litros que dá pelo nome de Magnum. Afinal são duas garrafas numa, assim já serve 14 copos! O interesse e excitação vai despertar entre os convidados, além de mostrar generosidade da sua parte. Não sendo um formato habitual de se ver, instintivamente todos vão querer saber tudo sobre o vinho. Afinal, deve ser um vinho especial se você comprou num formato tão grande. Voilà! Aqui está a oportunidade perfeita para você falar um pouco sobre o vinho.

  1. Leve gelo

Não se acanhe de levar gelo se optar por um vinho que precisa de ser refrescado (eu às vezes até levo os copos). De preferência leve a garrafa refrescada a priori envolta numa manga refrigeradora e um saco de gelo extra. Não se esqueça que a má temperatura de serviço arruinará a percepção positiva do seu vinho. 

  1. Combine com o anfitrião o melhor prato

À chegada inteire-se do menu e juntamente com o anfitrião que terá certamente outros vinhos já destinados à refeição, vejam qual é o prato que melhor poderá casar com o seu vinho. Sirva-o nessa altura.

  1. Faça um brinde

Quando o seu vinho for servido faça um brinde ao anfitrião dizendo algumas palavras sobre o vinho que todos deverão ter á partida no copo. 

 

Escolha o vinho com base na ocasião e em quem irá beber o seu vinho, em seguida, escolha em conformidade. E lembre-se, a tal garrafa de vinho das férias de há quatro anos pode sempre aprecia-la convidando depois para almoçar o seu amigo anfitrião.

Vinhos para a Fondue

Com as noites frias de Inverno um dos pratos de eleição cá por casa quando há convidados é a Fondue. Não requer passar muitas horas na cozinha e à mesa com as mãos ocupadas entre garfos, põe e tira do tacho, os convidados até se esquecem de pegar no smartphone! A escolha quanto aos vinhos como vão ver também é bastante diversificada, será certamente suficiente ir à garrafeira buscar uma garrafa.

 

A verdadeira Fondue é a de queijo, com origem na Suíça em pleno século XIX, mas talvez por cá, estamos mais habituados a consumir outras versões, como a Fondue de carne originária de França (foi moda em alguns restaurantes nos anos 80) ou a Fondue de chocolate, em que pedaços de fruta são banhados em chocolate derretido, uma recriação norte americana.

Independentemente da Fondue que preferir é sempre um prato reconfortante e para ser partilhado com a família e amigos, de forma casual, ou se preferir, de forma mais íntima, a dois. Neste ultimo caso, recomendo a Fondue de chocolate… acho que perceberam a dica.

 

Vamos lá falar de vinhos para Fondues “salgadas”! Comecemos com a original cujo molho de queijo leva vinho Branco. Vamos começar a quebrar mitos… “vinho para cozinhar” não existe! Deve usar para cozinhar exactamente o mesmo vinho que está em cima da mesa de refeições e que você bebe, portanto, comprar “vinho para cozinhar” é uma expressão que não faz sentido. A qualidade do prato é o reflexo da qualidade dos seus ingredientes, vinho incluindo. Assim, ao fazer o molho para a Fondue abra uma garrafa de vinho que não tivesse vergonha de pôr em cima da mesa de jantar.

 

Hoje além do pão, pode e deve utilizar vegetais variados, tomate cereja, cogumelos, etc. E como o segredo está no molho (queijo = gordura), para este fondue a escolha do vinho é igualmente para Branco, vinhos com acidez marcante, deixo-lhe aqui as minhas sugestões:

 

  • Regiões: Beira Interior; Bucelas; Vinhos Verdes.
  • Mono-castas: Alvarinho; Verdelho; Viognier.

 

Para a Fondue de carne (novilho), habitualmente acompanha uma serie de molhos, como molho tártaro, Americano, mostarda, de ervas, etc., logo um vinho Tinto, jovem e frutado, com muito pouca ou praticamente sem evidência de madeira, pois esta não iria combinar bem com os molhos, quase todos à base de maionese (gordura).

Um Tinto do Tejo ou do Dão, vinhos mono-casta de Touriga Nacional, Alfrocheiro ou Castelão, são opções a considerar. Se quiser ser aventuroso, opte por um Espumante Natural Rosé Bruto e de preferência com ano de colheita. A acidez natural dos espumantes é um óptimo aliado da fritura e dos molhos.

 

Por último a fondue de chocolate, e aqui vou “imaginar” uma de chocolate com 70% de cacau. Neste caso opte por um Vinho do Porto da família dos Ruby, isto é, também ele escuro e denso.

Além de fruta fresca, se possível inclua frutos de baga (morangos, mirtilos, amoras), experimente a fondue igualmente com quadrados de queijo São Jorge e figos.

Não tendo um Vinho do Porto Vintage à mão, ou um Late Bottled Vintage, note que para esta harmonização querem-se os vinhos do Porto jovens de idade, um Ruby Reserva acompanhará igualmente bem.

 

Se quiser ficar a saber mais sobre harmonizações de vinhos e em particular sobre Vinhos do Porto e chocolate venha daí a um dos meus passeios a pé em Lisboa – Sommelier’s City Tours. Prometo que não contamos calorias nem copos de vinho! Saiba mais aqui.

 

Adaptado de texto publicado em Fevereiro 2015 em OutoftheBottle.

O que marcou 2016

Mas que ano! Muitos acontecimentos que vão ficar na história.

Ano que em termos de vindima foi “estranho” com uma quebra na produção mas talvez com muitos bons vinhos a caminho, 2016 foi também ano do lançamento do vinho Tinto Barca Velha produzido pela Sogrape no Douro referente à colheita de 2008. A festa deu-se aqui em Sintra no belíssimo Palácio de Monserrate com o jantar e o serviço de vinhos assegurados pelo Hotel Fortaleza do Guincho, portanto luxo em todos os sentidos, foi certamente uma noite de êxtase para quem esteve presente.

Muitos outros vinhos Portugueses brilharam igualmente em concursos chamando a atenção de todos os consumidores. Referindo apenas três desses concursos:

  • Concurso de Vinhos de Portugal – 29 Grandes Ouros, 58 Ouros e 246 Pratas
  • Concurso Mundial de Bruxelas – 16 Grande Medalha de Ouro, 114 Ouro e 227 Prata
  • Vinalies – 34 medalhas de Ouro e 61 medalhas de Prata

 

Em Julho a ASAE apreendeu 1700 garrafas do vinho alentejano Pera Manca da colheita de 2010 que é comercializado por volta dos 350 Euros a garrafa e produzido pela Fundação Eugénio de Almeida. Foi constituído arguido um distribuidor com pouco mais de 40 anos que estaria no negócio para enriquecer facilmente. Foram lesados coleccionadores angolanos e alguns portugueses.

Juntamente com o Barca Velha, o Pera Manca são os dois vinhos portugueses mais caros logo cobiçados.

 

Em 2014 foi criada a designação Nobre para os vinhos do Dão mas só o ano passado dois vinhos conseguiram cumprir com os requisitos e obter este “estatuto” foram eles o Fonte do Ouro Dão Nobre branco 2015 e o Casa de Santar Dão Nobre tinto 2013. Mas o que têm estes vinhos de especial?

Esta designação de qualidade tem como objectivo destacar os vinhos de excelência desta região no centro de Portugal. Para obterem a designação, os vinhos têm que obedecer a diversos requisitos analíticos e qualitativos, sendo o mais exigente destes a obtenção de um mínimo de 90 pontos (em 100 possíveis) na avaliação da Câmara de Provadores da Comissão Vitivinícola Regional do Dão.

Tive oportunidade de os provar (a correr) no lançamento aquando do evento Dão Capital em Lisboa em Julho e são realmente excepcionais, recomendo e sem pressa apreciar daqui a alguns anos.

 

Outra região que esteve em alta foi a Bairrada onde se realizaram uma serie de eventos vínicos ao longo de todo o ano e com isso trazer exposição mediática para os vinhos bairradinos que recomeçam a serem vistos com outros olhos e boca. Muito disto é “culpa” do Presidente da  Comissão Vitivinícola da Bairrada, Pedro Soares.

Por lá também passou o Concurso de Vinhos de Portugal referido anteriormente onde eu tive o prazer de fazer o serviço de vinhos ao Grande Júri, infelizmente a crítica de vinhos inglesa Jancis Robinson, da qual sou fã, não pôde estar presente. Talvez para o ano…

 

Por ultimo foi um ano em que abriram vários (muitos) bares de vinhos e garrafeiras um pouco por todo o país, espero que o futuro lhes seja sorridente com muito sucesso.

Fazendo o meu balanço profissional, foi um ano trabalhoso, com desafios, aventurei-me e comecei a percorrer novos caminhos… conheci pessoas maravilhosas e solidifiquei relações antigas. Eu estou pronta para o 2017 e você? Continue a acompanhar-me aqui ou pelo meu blog oficial Dear Wine Glass. Um bom ano de 2017 para si, de copo sempre cheio!

Aprenda a falar de vinhos como um profissional

Para a maioria dos consumidores conseguir dizer com sinceridade, ao provar um vinho que “gosta” é um grande passo. Agora descrever esse “gostar”… aí é que a porca torce o rabo! Por outro lado, os profissionais do vinho (Enólogos, Sommeliers) parecem dominar todo um vocabulário rico em adjectivos, sem qualquer problema, debitam num ápice entre 6 a 8 características enquanto provam um vinho.

Quando ambos se encontram, consumidor e profissional, ocorre muitas das vezes uma falta de entendimento por parte do consumidor de todos aqueles “palavrões”, quando no final todos sabemos que o vinho sabe a vinho, porquê complicar?!

Com essa dificuldade em mente, aqui está uma lista de 5 palavras que a maioria dos consumidores não têm experiência com, e o que elas significam. Por exemplo, quando um vinho “mastiga-se”, significa que os taninos são tão fortes que secam totalmente a boca, fazendo com que tenha-se “de mastigar” a fim de criar saliva e humedecer a boca. Pode dizer por outras palavras que o vinho é adstringente e que seca a boca.

 

Diz-se também que um vinho está “fechado” quando ele não mostra o seu potencial, invariavelmente será jovem, demasiado cedo para o beber e que necessita de tempo para evoluir em garrafa.

E você diz “mas a garrafa já está aberta!”. Pois bem passe o vinho para um decantador, dê-lhe algumas voltas, troque os copos na mesa por outros de cálice mais largo e aprecie o vinho outra vez. Verá que com o processo anterior de oxigenação ele abriu (em aromas) e já dará mais notas de sabor e prazer quando o beber.

 

E já provou vinho “quente”? Não estou a falar de Mulled Wine mas sim de vinho que dada a riqueza alcoólica, sente-se literalmente o cheiro dos vapores de álcool, aquecendo a nossa boca.

E quando o vinho é “austero”, significa que ataca a boca, será um vinho com muita acidez, seguindo-se habitualmente poucos sabores a fruta. Ele apresenta-se hostil mas depois altera-se na boca, não sendo igualmente frutado, tal como é acídulo.

Amanteigado é um termo empregue na descrição da prova de vinho Branco com fermentação/estágio em madeira. Um vinho “amanteigado” é um vinho com uma textura cremosa que atinge a língua como se tivéssemos acabado de comer uma torrada com manteiga.

O vinho é uma daquelas coisas que, quanto mais se sabe, mais se tem a consciência que nada se sabe. A oferta de vinhos nunca foi tão diversificada como é hoje, por isso mais do que nunca temos de exercitar nas nossas vidas o hábito de provar/beber vinhos mais frequentemente.

 

Aqui ficam algumas sugestões de como fazê-lo variando e alargando horizontes:

  1. Embora por tradição, Portugal é um país cujos vinhos são de lote (varias castas), conheça as castas Portuguesas e prove vinhos mono-casta;
  2. Uma vez por mês, beba um vinho de uma região que não lhe seja frequente escolher;
  3. Tem um vinho favorito? Descubra o Enólogo (ou Enóloga) que o faz e parta à descoberta de outros vinhos feitos pela mesma pessoa.

 

Boas provas! E já sabe, se quiser ficar a conhecer mais termos vínicos, marque uma Wine Session comigo online. Se gostou do que leu e quer saber mais sobre actualidades do mundo dos vinhos, convido a seguir o meu Blog oficial – Dear Wine Glass.