O que marcou 2016

Mas que ano! Muitos acontecimentos que vão ficar na história.

Ano que em termos de vindima foi “estranho” com uma quebra na produção mas talvez com muitos bons vinhos a caminho, 2016 foi também ano do lançamento do vinho Tinto Barca Velha produzido pela Sogrape no Douro referente à colheita de 2008. A festa deu-se aqui em Sintra no belíssimo Palácio de Monserrate com o jantar e o serviço de vinhos assegurados pelo Hotel Fortaleza do Guincho, portanto luxo em todos os sentidos, foi certamente uma noite de êxtase para quem esteve presente.

Muitos outros vinhos Portugueses brilharam igualmente em concursos chamando a atenção de todos os consumidores. Referindo apenas três desses concursos:

  • Concurso de Vinhos de Portugal – 29 Grandes Ouros, 58 Ouros e 246 Pratas
  • Concurso Mundial de Bruxelas – 16 Grande Medalha de Ouro, 114 Ouro e 227 Prata
  • Vinalies – 34 medalhas de Ouro e 61 medalhas de Prata

 

Em Julho a ASAE apreendeu 1700 garrafas do vinho alentejano Pera Manca da colheita de 2010 que é comercializado por volta dos 350 Euros a garrafa e produzido pela Fundação Eugénio de Almeida. Foi constituído arguido um distribuidor com pouco mais de 40 anos que estaria no negócio para enriquecer facilmente. Foram lesados coleccionadores angolanos e alguns portugueses.

Juntamente com o Barca Velha, o Pera Manca são os dois vinhos portugueses mais caros logo cobiçados.

 

Em 2014 foi criada a designação Nobre para os vinhos do Dão mas só o ano passado dois vinhos conseguiram cumprir com os requisitos e obter este “estatuto” foram eles o Fonte do Ouro Dão Nobre branco 2015 e o Casa de Santar Dão Nobre tinto 2013. Mas o que têm estes vinhos de especial?

Esta designação de qualidade tem como objectivo destacar os vinhos de excelência desta região no centro de Portugal. Para obterem a designação, os vinhos têm que obedecer a diversos requisitos analíticos e qualitativos, sendo o mais exigente destes a obtenção de um mínimo de 90 pontos (em 100 possíveis) na avaliação da Câmara de Provadores da Comissão Vitivinícola Regional do Dão.

Tive oportunidade de os provar (a correr) no lançamento aquando do evento Dão Capital em Lisboa em Julho e são realmente excepcionais, recomendo e sem pressa apreciar daqui a alguns anos.

 

Outra região que esteve em alta foi a Bairrada onde se realizaram uma serie de eventos vínicos ao longo de todo o ano e com isso trazer exposição mediática para os vinhos bairradinos que recomeçam a serem vistos com outros olhos e boca. Muito disto é “culpa” do Presidente da  Comissão Vitivinícola da Bairrada, Pedro Soares.

Por lá também passou o Concurso de Vinhos de Portugal referido anteriormente onde eu tive o prazer de fazer o serviço de vinhos ao Grande Júri, infelizmente a crítica de vinhos inglesa Jancis Robinson, da qual sou fã, não pôde estar presente. Talvez para o ano…

 

Por ultimo foi um ano em que abriram vários (muitos) bares de vinhos e garrafeiras um pouco por todo o país, espero que o futuro lhes seja sorridente com muito sucesso.

Fazendo o meu balanço profissional, foi um ano trabalhoso, com desafios, aventurei-me e comecei a percorrer novos caminhos… conheci pessoas maravilhosas e solidifiquei relações antigas. Eu estou pronta para o 2017 e você? Continue a acompanhar-me aqui ou pelo meu blog oficial Dear Wine Glass. Um bom ano de 2017 para si, de copo sempre cheio!

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